Afirma ainda que “o uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola, num precedente exótico e inédito”.
Também sugere ter havido o acionamento de empresários com contratos com o governo para financiar o desfile e a interferência direta da primeira-dama Janja da Silva em escolhas da escola de samba.
“Para além do financiamento público, agrava o quadro a informação veiculada pela imprensa credenciada de que a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola”, continua o partido.
“Há também a informação de que o próprio casal presidencial selecionou e convidou os artistas que desfilaram pela escola, numa demonstração perigosa de que todo o desfile foi, ao fim e ao cabo, conduzido pela própria máquina da presidência da república, como instrumento de interferência na disputa eleitoral que se avizinha.”


